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Archive for abril \11\UTC 2010

No jornal “O Globo” de hoje, Elio Gaspari criticou em sua coluna o destino do dinheiro público do município do Rio, administrado pelo prefeito Eduardo Paes. Segundo ele, Paes gasta muito em dinheiro em propaganda em vez de investir em prevenção de enchentes. Quem também acha importante gastar rios de dinheiro com publicidade é o governador Sérgio Cabral. Resultado: o caos que a população carioca sofreu na semana passada. Abaixo segue o texto na íntegra:

“Dinheiro, há”

“O prefeito Eduardo Paes pediu R$270 milhões ao governo federal para acabar com o alagamento da Praça da Bandeira.

Faria melhor destinando à prevenção de enchentes os R$120milhões que separou para gastar em publicidade. Depois, pediria ao governador Sérgio Cabral que lhe desse R$150 milhões do ervanário de R$180milhões que pretende encharcar em propaganda.

Secaria a praça e sobrariam ainda R$30 milhões.”

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A diretora da escola E.M. Júlio Cesário de Mello registrou queixa de agressão física na 36ªDP, em Santa Cruz, ao contrário da sua colega de Vila Isabel que negou em depoimento à polícia ter sofrido o mesmo tipo de violência. 

Segundo o diretor do SEPE, Sérgio Aurnheimer,  o caso apareceu somente no blog do jornalista Sidney Rezende porque uma professora teria divulgado a informação no Orkut. Porém, a diretora não quis repassar o caso à imprensa, apenas às autoridades competentes – diferente do que ocorreu na E.M. General Humberto de Souza Mello. Ele também relatou que ela não permitiu o envolvimento do sindicato, mas agradeceu a solidariedade.

Além do SEPE, ela recebeu a visita de representantes da 10ª CRE e em outra ocasião esteve pessoalmente com a secretária municipal de educação, Cláudia Costin. Na escola, houve uma reunião com os pais e professores e a dirigente recebeu o apoio de todos.

Relembre o que aconteceu na E.M. Júlio Cesário de Mello

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A chuva forte no Rio serviu para tirar o foco sobre a diretora agredida na E.M. General Humberto de Souza Mello, em Vila Isabel. Mas, Focado nos Fatos continua com todas as atenções voltadas para este caso que repercutiu em todo o país.
Algumas questões ainda não foram esclarecidas. Os professores da unidade escolar e até mesmo a Secretária de Educação, Cláudia Costin, afirmaram que a diretora sofreu agressão física e verbal. Mas a própria vítima negou em depoimento à polícia. Talvez por estar recebendo ameaças.

Então, surgem as perguntas:

  • Se as agressões foram tão graves com ameaça de morte, por que ainda insistir e se arriscar em continuar à frente da escola?
  • Se não houvesse o que temer para continuar dirigindo a escola sem medo de represálias, por que o medo de contar à polícia que apanhou?
  • Não será uma atitude arriscada da SME, para amenizar os fatos, convencê-la para que continue na direção?
  • Quais são os motivos que fazem com que a diretora desminta todos os seus colegas?
  • Que tipo de pressão ela pode estar sofrendo? 

Segundo o relato de uma professora que trabalha na escola, mas prefere não ser identificada, a diretora foi agredida duas vezes: pelo estudante e mais tarde pela mãe do agressor. Além disso, teve o telefone arrancado de sua mão para que não pudesse chamar a polícia. A partir daí teria começado o quebra-quebra na escola, incentivado pela responsável do aluno.

Hoje, a diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE), Edna Félix, prestou um depoimento na 20ª DP contando tudo que sabia sobre o fato. Segundo ela, não havia nenhuma foto anexada ao processo. Por isso, entregou as que foram amplamente divulgadas pela imprensa.

E você leitor, qual seria a sua atitude se passasse pela mesma situação vivida pela diretora  da E.M. General Humberto Souza de Mello? Continuaria à frente da escola ou pediria afastamento? Levaria o caso à frente ou negaria as agressões? Atenderia o pedido da SME para permanecer no cargo? 

Deixe aqui o seu comentário sobre o caso. 

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Para quem estava munido de celulares com acesso à  Internet, o Twitter pôde ser útil para trocar as últimas informações com quem estava do lugar postando, alertando as pessoas quais as melhores opções, quais as áreas mais críticas etc. O perfil da Lei Seca RJ (@LeiSecaRJ) possui mais de 50 mil seguidores e serviu para tirar muito carioca do sufoco. Até porque a página da CET-Rio na rede social estava fora do ar. Mesmo criticada por muitas pessoas porque a página avisa constantemente onde estão as blitzes da Lei Seca, ela também serve para infomar sobre o trânsito e se tornou de grande utilidade pública nesta chuva que ainda não deu trégua no Rio de Janeiro. Até jornais de grande circulação como o Extra acompanharam as informações da @LeiSecaRJ.

A secretária municipal de educação Cláudia Costin também informou os seguidores sobre a suspensão das aulas e outros informes sobre as CREs etc. Além disso, ainda foi útil para informar se haveria aulas em escolas da rede privada, estadual e federal que nem fazem parte de sua administração. Sua paciência foi até elogiada por algumas pessoas porque respondeu repetidas vezes a mesma pergunta.

A chuva ainda não deu trégua e a torcida é para que não haja mais nenhum deslizamento de terra e  nem haja vítimas. Enquanto isso, a página @LeiSecaRJ continua a todo vapor relembrando o apelo do prefeito para que as pessoas fiquem em local seguro e evitem sair de casa a menos que esteja sob risco de desabamento. Focado nos Fatos deseja  uma noite tranquila para todos nós que moramos na cidade do Rio de Janeiro.

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Foto: Reprodução da Internet

Focado nos Fatos está acompanhando via Twitter todos os alertas enviados por usuários do serviço. O prefeito Eduardo Paes fez um apelo aos moradores da cidade para que ninguém saia de casa e caso estejam numa residência com risco de desabamento, a recomendação é que as pessoas se dirijam para um local seguro.

Acompanhe a cobertura completa da chuva que assolou o Rio de Janeiro pelo Twitter!

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Focado nos Fatos publicou na última 4ª feira em primeira mão o caso da diretora agredida numa escola em Vila Isabel. As informações partiram de uma professora que, ainda muito abalada, preferiu não se identificar. Após grande circulação na Internet, o assunto chegou aos jornais de importantes meios de comunicação e se espalhou por todo o país.

Focado nos Fatos enviou algumas perguntas à assessoria da SME sobre a E.M. General Humberto Souza de Mello e outras tantas sobre a segurança dos profissionais de educação, principalmente aqueles que trabalham em área de risco e não podem contar com a Ronda Escolar. A SME respondeu o e-mail, informando dentre algumas coisas que:

  • Foi aberta uma sindicância para apurar os fatos e responsabilizar os culpados;
  • 300 agentes educadores foram convocados em D.O. no dia 19 de março;
  • A Guarda Municipal está dentro da escola para fazer a segurança dos alunos até a chegada dos agentes educadores;
  • Três mães educadoras passarão a atuar nos horários de recreio, entrada e saída;
  • O Conselho Escola Comunidade vai decidir sobre a punição dos alunos envolvidos com o apoio da Secretaria e as famílias também deverão serchamadas para resolver o problema grave de desordem;
  • A secretária Cláudia Costin conversou com a diretora Mara Ferreira no final da tarde e a convenceu de permanecer à frente da escola.
  • O caso foi encaminhado ao Conselho Tutelar.

Perguntas que ficaram sem respostas:

1- Muitas escolas estão localizadas em áres de risco, por isso não são contempladas pelo programa da Ronda Escolar realizado pela Guarda Municipal. Desta forma, os profissionais ficam abandonados a própria sorte até mesmo quando há tiroteios dentro da comunidade e inserção da Polícia nos morros e favelas. Como resguardar a vida desses profissionais?

2- Além desses casos de violência recentes, outros inúmeros foram relatados em dossiê elaborado pelo SEPE que foi entregue ao Ministério Público no ano passado. A SME tem conhecimento deste dossiê? Quais investimentos foram feitos para que diminua o número de alunos em sala de aula, para a contratação de mais funcionários de apoio dentro das escolas e para melhorar as condições de trabalho dos professores, direções e coordenações? Somente serão contratados 300 agentes educadores para as mais de 1000 escolas da rede? Ou existem outros investimentos em pessoal de apoio?

3- Investir em voluntários em vez de pessoas especializadas para lidar com crianças e jovens é uma estratégia adequada? Pessoas despreparadas não poderão futuramente tornar-se um risco à comunidade escolar?

Esclarecimento dado pela secretária Cláudia Costin sobre afirmação da 2ª CRE que a diretora foi apenas agredida verbalmente:

Resposta da secretária Cláudia Costin via Twitter.

Leia a repercussão do fato nos grandes jornais:

G1

Folha On Line

O Dia On Line

O Dia On Line (outro link)

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