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Posts Tagged ‘violência’

A diretora da escola E.M. Júlio Cesário de Mello registrou queixa de agressão física na 36ªDP, em Santa Cruz, ao contrário da sua colega de Vila Isabel que negou em depoimento à polícia ter sofrido o mesmo tipo de violência. 

Segundo o diretor do SEPE, Sérgio Aurnheimer,  o caso apareceu somente no blog do jornalista Sidney Rezende porque uma professora teria divulgado a informação no Orkut. Porém, a diretora não quis repassar o caso à imprensa, apenas às autoridades competentes – diferente do que ocorreu na E.M. General Humberto de Souza Mello. Ele também relatou que ela não permitiu o envolvimento do sindicato, mas agradeceu a solidariedade.

Além do SEPE, ela recebeu a visita de representantes da 10ª CRE e em outra ocasião esteve pessoalmente com a secretária municipal de educação, Cláudia Costin. Na escola, houve uma reunião com os pais e professores e a dirigente recebeu o apoio de todos.

Relembre o que aconteceu na E.M. Júlio Cesário de Mello

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A chuva forte no Rio serviu para tirar o foco sobre a diretora agredida na E.M. General Humberto de Souza Mello, em Vila Isabel. Mas, Focado nos Fatos continua com todas as atenções voltadas para este caso que repercutiu em todo o país.
Algumas questões ainda não foram esclarecidas. Os professores da unidade escolar e até mesmo a Secretária de Educação, Cláudia Costin, afirmaram que a diretora sofreu agressão física e verbal. Mas a própria vítima negou em depoimento à polícia. Talvez por estar recebendo ameaças.

Então, surgem as perguntas:

  • Se as agressões foram tão graves com ameaça de morte, por que ainda insistir e se arriscar em continuar à frente da escola?
  • Se não houvesse o que temer para continuar dirigindo a escola sem medo de represálias, por que o medo de contar à polícia que apanhou?
  • Não será uma atitude arriscada da SME, para amenizar os fatos, convencê-la para que continue na direção?
  • Quais são os motivos que fazem com que a diretora desminta todos os seus colegas?
  • Que tipo de pressão ela pode estar sofrendo? 

Segundo o relato de uma professora que trabalha na escola, mas prefere não ser identificada, a diretora foi agredida duas vezes: pelo estudante e mais tarde pela mãe do agressor. Além disso, teve o telefone arrancado de sua mão para que não pudesse chamar a polícia. A partir daí teria começado o quebra-quebra na escola, incentivado pela responsável do aluno.

Hoje, a diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (SEPE), Edna Félix, prestou um depoimento na 20ª DP contando tudo que sabia sobre o fato. Segundo ela, não havia nenhuma foto anexada ao processo. Por isso, entregou as que foram amplamente divulgadas pela imprensa.

E você leitor, qual seria a sua atitude se passasse pela mesma situação vivida pela diretora  da E.M. General Humberto Souza de Mello? Continuaria à frente da escola ou pediria afastamento? Levaria o caso à frente ou negaria as agressões? Atenderia o pedido da SME para permanecer no cargo? 

Deixe aqui o seu comentário sobre o caso. 

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Ameaça feita à diretora foi pichada no muro da escola

A data do episódio

Vidraças quebradas por alunos
Mais uma sala que sofreu com a ira dos alunos

As fotos postadas acima foi tirada por um profissional que trabalha na E.M. General Humberto de Souza Mello depois do episódio em que alunos agrediram a diretora da escola, ameaçaram professores e deixaram um rastro de destruição. As fotos foram entregues à uma representante do SEPE. O sindicato publicou as fotos no site de uma das regionais. Em nota no site, foi publicado que representantes do SEPE pretendem se reunir com a secretária Cláudia Costin, OAB, ALERJ e demais entidades para estudar uma solução para o problema da violência dentro das escolas.

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Após caso de violência na escola publicado no dia 31 de março, Focado nos Fatos resolveu buscar mais informações sobre o ocorrido. Mas a surpresa foi saber que no dia 23 de março outra diretora também foi agredida numa escola municipal, só que desta vez em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio. Na E.M. Júlio Cesário de Mello, a agressão partiu de uma mãe de aluno. Ela deu um tapa tão forte no rosto da diretora que a fez cair no chão. Um outro responsável que estava por perto conteve a agressora para que a educadora não apanhasse mais. A notícia foi encontrada no blog do jornalista Sidney Rezende.

Mas o que mais espanta é a enorme quantidade de casos de agressão a profissionais de educação em todo o país. No Google, ao buscar as expressões “diretora agredida” ou “professora agredida” aparecem inúmeros links de casos de agressão. Existe um dossiê elaborado pelo Sindicato dos Profissionais de Educação (SEPE) que pode ser lido na Internet. O documento foi entregue ao Ministério Público sobre as inúmeras situações de violência vividas por professores da prefeitura do Rio de Janeiro.

Todos esses fatos propõem uma reflexão. São péssimas condições de trabalho e segurança que os educadores possuem nas escolas. A que riscos os profissionais de educação estão submetidos todos os dias dentro das escolas?  Os que são agredidos são afastados como se fossem os culpados. Por quê?  Os professores têm medo de denunciar porque são ameaçados. As secretarias de educação preferem abafar os casos, minimizar o problema e colocar a culpa no professor. O que fazer para melhorar esse cenário? Por que os governos não investem no professor, na sua saúde? Não o protegem? E o professor, como se sente? Pelo visto, assuntos como este de violência escolar é como o ditado popular: “Quanto mais mexe, mais fede”.

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A Polícia Militar foi chamada esta manhã para controlar a situação na E.M. General Humberto de Souza Mello, no bairro de Vila Isabel, Rio de Janeiro. A diretora esteve no local mas foi embora logo em seguida. O telefone da escola deu ocupado a manhã toda e agora à tarde encontrava-se desligado, de acordo com a gravação da companhia telefônica.

Ontem, Focado em Fatos entrou em contato com a 2ª CRE por telefone, mas a funcionária que identificou-se apenas como Maria Nilza disse que não estava autorizada a dar informações sobre o caso. Também na 3ª feira, os professores decidiram suspender as aulas e comparecer na próxima 2ª feira à Secretaria Municipal de Educação para cobrar uma solução para o problema. Uma representante da 2ª CRE tentou convencer os professores a entrar em sala, mas não houve acordo porque eles não se sentem seguros e psicologicamente estão abalados.

Na segunda-feira, alunos se juntaram em uma roda e, gritando em coro, agrediram a diretora da escola com socos e pontapés. Além disso, como numa rebelião de presídio, destruíram computadores, roubaram mantimentos como café, arremessaram cadeiras, roubaram chaves e se armaram com pedaços de madeira e ferro e fizeram corredor polonês. Os professores ficaram tão amendrontados que se trancaram nos banheiros e na cozinha para não sofrerem violência. O Sindicato dos Professores (SEPE) também esteve no local hoje acompanhando o caso.

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